Ateus e Céticos perguntam, nos respondemos! [1 a 25]


As pessoas normalmente obtêm suas crenças proveniente dos pais, dos amigos, da religião de infância ou da cultura às vezes, elas formulam suas
crenças baseadas apenas nos sentimentos, embora tais sentimentos possam ser verdadeiros, também é possível que não o sejam. A única maneira de estar razoavelmente certo é testar as crenças por meio das evidências. Isso é feito por meio da utilização de alguns princípios encontrados na lógica e na ciência. Então, por que uma pessoa deveria acreditar em alguma coisa? Porque existem evidências que apóiam suas crenças e porque as crenças têm conseqüências.


 1. Em relação à crença em Deus, os Céticos tomam decisões através do conhecimento, deduções lógicas e a razão, e conclui-se que Deus não existe. Os teístas, ao contrário, parte da fé, que é irracional.

A crença cética ou ausência de crença é baseada na razão? Quem disse? Ate hoje, um cético, nunca conseguiu provar que usa a razão com maior eficiência do que um não Cético. Esse tipo de argumentação chama se falsa dicotomia entre ciência e fé, que leva a associação forçada entre ciência e ateísmo. A falsa dicotomia tem como objetivo programar no cérebro, um salto lógico, nesse caso, supor que se está do lado da razão, e seu adversário não. Quando a falsa dicotomia está enraizado em suas mentes, estes, não possuem critérios para defender as dicotomias que alegam, conclusão: São vítimas de manipulação mental e psicológica, e dependendo do nível da lavagem cerebral, pode ser de potencial danos ao raciocínio. O cético precisa provar qual argumento em específico demonstra que a alegação teísta é ausente de coerência e evidências. Quem tem o ónus de demonstrar, é sempre quem acusa/afirma/alega/declara, seja existência, seja inexistência, caso contrário, não é um debate mas um julgamento injusto.

2. Quer dizer então que você tem amigos imaginários? Sim, pois você acredita em Deus!

A definição de amizade é a relação afetiva recíproca entre dois humanos, construída a partir de atos de cooperação e compartilhamento de experiências diretas, onde ambos vão adquirindo conhecimento sobre o outro. A definição de Imaginário é a faculdade de inventar, criar, conceber restritamente pessoal, individual e não compartilhada, sendo assim, a existência alegada é física e pessoal enquanto Deus é uma entidade universal e compartilhada globalmente, Deus não é físico e nem  circunstancial portanto, Deus não está enquadrado no fator. Alem do mais, existem argumentos racionais, lógicos e várias evidencias para a existência de Deus o mesmo não acontece para amigos imaginários. Para dizer que são a mesma entidade, seria necessário apresentar argumentos tão fortes quanto foram apresentados e diagnosticados por psicólogos, acerca dos amigos imaginários. Todavia, nenhum psicólogo até hoje apresentou com êxito tais relações entre Deus e o diagnóstico de amigos imaginários. Alem do mais, o fato de você reconhecer que existem alguns seres que são puramente imaginários não faz TODOS os seres do qual você não tem certeza serem puramente imaginários. Logo se percebe que toda esta retórica ateísta é apenas isto, retórica e apelo emocional.

3. Assim como você usa a Bíblia para provar a existência de Deus, eu uso Harry Potter para provar que bruxos existem!

Mas quem disse que a existência da Bíblia era uma prova irrefutável da existência de Deus? A existência de Deus é definida filosoficamente ANTES da discussão da validade da Bíblia que, por sua vez, é discutida no plano teológico. Por isso, sua crítica dirigida não tem o menor fundamento.

4. Qual a diferença entre acreditar em Deus e acreditar em fadas e duendes?

Diferente de fadas, a existência de Deus pode ser demonstrada racionalmente, através de argumentos como o Fine Tuning, ou o Cosmológico Kalam! Você pode me demonstrar argumentos lógicos para a existência de fadas? Você pode me indicar pelo menos 1 livro de que ofereça argumentos para a existência de fadas? Credita-se que o primeiro autor a mencionar "fadas" tenha sido Pompônio Mela, um geógrafo que viveu durante o século I d.c. Duendes seriam personagens da mitologia européia, nomeadamente península ibérica. Porém, a origem da ideia "DEUS" não pode ser rastreada! Quem criou a ideia "DEUS"? Foi a Bíblia? Muito tempo antes da Bíblia começar a ser escrita, a crença em Deus já existia!  Diferente da crença em fadas ou duendes, o fenômeno DE DEUS é UNIVERSAL! Desde o começo dos tempos, o ser humano cria algum meio de interagir com o Absoluto! Assim, surge as bases das religiões arcaicas. TODAS as civilizações da História humana possuíam a crença em um Ser superior.

5. Se Deus existe como posso não admitir que Unicórnios cor de rosas não existam? Afinal, o Unicórnio Cor-de-Rosa é inaudível, intangível e invisível, e algo desse tipo não tem como ser provado falso. Aliás, o Unicórnio não pode ser "detectado", ele só pode ser vislumbrado espiritualmente no mundo do faz-de-contas.

Não há argumentos filosóficos (cosmológico, teleológico,etc) para o unicórnio. Se houvesse, então estaríamos tratando do mesmo Ser (projetista,criador). Para que algo seja considerado uma verdade é necessário que haja fatos, é preciso mostrar os documentos onde é relatado a existência do deus unicórnio rosa, é vital que nesses documentos contenham a origem e onde é fundamentada crença com fatos históricos e arqueológicos para existência desse deus unicórnio. A partir daí inicia se um debate.

6. A existência de Deus é extremamente improvável.

Quão improvável? Fred Hoyle, astrônomo e agnóstico popular que escreveu Evolution from Space (1981), propôs que a probabilidade era uma chance em 1040,000 ("a mesma probabilidade de que um tornado se arrastando por um ferro-velho poderia montar um Boeing 747") ou ainda, a probabilidade da vida surgir por acaso é comparável a 1050 pessoas cegas resolvendo um cubo de Rubik no mesmo momento.

 – Harold Morowitz, um famoso físico da Universidade de Yale e autor de Origin of Cellular Life (1993), declarou que a chance de qualquer tipo de geração espontânea era uma em 10100,000,000,000. 

– Francis Crick, um ateu e co-descobridor da "estrutura do DNA" em 1953, chama a vida de "quase um milagre". Ele não poderia racionalizar as implicações metafísicas da sua descoberta do DNA, por isso desenvolveu sua teoria de "esporos de vida" na década de 1970. – Por falar nisso, cientistas de várias disciplinas geralmente fixam o seu "Padrão de Impossibilidade" em uma chance a cada 1050 (1 em 100,000 bilhões x 4 ). Para se ter idéia, a vida orgânica é baseada em um código de informação tão complexo quanto os códigos de software de hoje, essa informação não pode surgir por acaso.

 – Chamemos nosso universo de alpha: a probabilidade de que alpha seja perfeitamente ajustado para a vida é astronomicamente baixa, mesmo sendo provável que um ou outro universo seja perfeitamente ajustado, é claro que nosso universo teria que ser perfeitamente ajustado, visto que nós vivemos nele. Então se propõem que a existência de uma causa primária inteligente, ou Legislador a qual intitulamos Deus é improvável, precisamos de um argumento descente que ateste a impossibilidade absoluta da não existência de uma causa primária inteligente com os atributos de Deus, e até hoje, ninguém apresentou um argumento decente nesse ponto. 

– Deus pode ser demonstrada racionalmente, através de argumentos como o Fine Tuning, ou o Cosmológico Kalam, Causalidade, Ordem, Design, Instruções Codificadas, Complexidade Irredutível, Dualidade, Etc. Você pode me demonstrar argumentos lógicos para ainda que haja uma excessiva (se não infinita) quantidade de tempo O NADA SER CAPAZ DE PRODUZIR ALGO? ACASO PODE SAIR ALGO DO NADA? Você pode me indicar pelo menos 1 livro que ofereça argumentos para a impossibilidade absoluta da inexistência de uma CAUSA PRIMÁRIA inteligente por detrás da complexidade da existência? Posso lhe indicar John C. Lennox, Fred Heren-Física e cosmologia, Alvin Platinga, William Lane Craig, Richard Swinburne, Aristóteles, Descartes, Tomás de Aquino, etc.

7. Deus é apenas uma projeção da consciência humana, realmente não há provas que exista alguém “lá fora”, nem existem evidências lógicas, racionais e coerentes para existência de nenhum Deus. Por isso não faz sentido acreditar que exista qualquer Deus.

Acaso pode sair algo do nada? Alguém pode provar que o nada pode criar algo? Não há efeito sem causa. Procure a causa de tudo o que não é obra do homem e a razão o responderá. Para crer em Deus é suficiente lançar os olhos às obras da criação. O universo existe; ele tem, portanto, uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa, e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa. Vários estudiosos já apontaram diversas evidencias, William Lane Craig, propôs A criação do universo: Se Tudo que começa a existir tem uma causa, o universo começou a existir, Portanto, o universo teve uma causa. Gottfried Willhelm Leibniz propôs o Argumento da contingência: Por que existe algo ao invés de nada? Tudo o que existe possui uma explicação de sua existência, seja na necessidade de sua própria natureza ou numa causa externa, o universo existe, se o universo possui uma explicação de sua existência, esta explicação é uma causa externa, transcendental. A conclusão depende da premissa de que o Universo não existe como um objeto necessário. O contrário nunca foi provado, portanto é racional aceitar esta premissa. Tomás de Aquino propôs o Argumento Cosmológico: Todo ser finito tem uma causa e nada finito pode causar a si mesmo, uma cadeia causal não pode ser de comprimento infinito portanto, uma Primeira Causa (ou algo que não é um efeito) deve existir. A Esta causa convenciona-se chamar Deus. Veja como Deus oferece a melhor explicação para a existência do universo e tudo que nele existe. (A teoria ateísta é que "nada" explodiu e resultou em tudo o que vemos.) – Ordem. Deus oferece a melhor explicação para noções abstratas de números, fórmulas matemáticas, processos químicos e leis naturais. (A teoria ateísta é que os primeiros elementos caóticos se organizaram em sistemas de informação complexos.) – Design. Deus oferece a melhor explicação para a complexidade absoluta e inerente dos sistemas cosmológicos, estelares, planetários, químicos e biológicos. (A teoria ateísta é que o acaso projetou o design aparente.) – Instruções Codificadas. Deus oferece a melhor explicação para o código digital do DNA que controla as funções de toda a vida na terra e são por ele contidos. (A teoria ateísta é que um código complexo, como o código binário executado por computadores, pode passar a existir sem qualquer tipo de programação, teste e depuração do processo.) – Complexidade Irredutível. Deus oferece a melhor explicação para o pleno funcionamento dos organismos, sistemas e subsistemas biológicos que não poderiam acontecer por meio de processo evolutivo gradual sem deixar de existir totalmente em níveis evolutivos mais baixos. (A teoria ateísta é que os sistemas biológicos tomaram saltos enormes e invisíveis do simples ao complexo sem qualquer processo guiado ou instruções progressistas.) – Dualidade. Deus oferece a melhor explicação para as funções separadas do cérebro humano e da consciência (matéria e mente). (A teoria ateísta é monismo - só a matéria existe e o cérebro humano tem apenas a aparência de ter uma habilidade subconsciente separada.) – Moralidade. Deus oferece a melhor explicação para a existência do amor, emoção, altruísmo e valores inerentes morais/éticos em todo o mundo. (A teoria ateísta é que os processos materialistas evoluem a uma maior consciência humana sem qualquer guia.)

8. Não há provas científicas da existência de Deus!

A ciência é observação e limita-se ao mundo natural, enquanto o conceito de Deus aplica se a um domínio sobrenatural, portanto não pense que a ciência proponha explicar o que não compete a ela. Os grandes cientistas afirmam, a ciência não pode e nem quer ter todas as respostas. Deus é aceito como um princípio, assim como na ciência existe um princípio aceito, dentre muitos, que é a universalidade das leis físicas. Nós não sabemos se as leis da física valem em todo o universo, mas ACEITAMOS isso racionalmente, pois sem isso a ciência não acontece. Assim como se aceita tal princípio da ciência, de forma racional, aceitamos Deus também de forma racional. Pois veja bem, se eu afirmo “Não há provas biológicas de que o Sol existe”, eu poderia concluir que o Sol não existe? Provavelmente você daria uma gargalhada bem alta e diria:“- Que idiotice! Então o sol não existe porque não se tem provas biológicas da existência dele?” Eu diria: - “Isso! Qual o problema?”. Você diria: - “Meu amigo a biologia se propõe a estudar os seres vivos. O Sol não é um ser vivo. Logo, a Biologia não é a ciência que estuda o Sol” Qual seria então a ciência que se proporia a isto? Vamos ver: A cosmologia: Deus é um astro? A Matemática: Deus é um número? A Física: Deus se manifesta de forma física? A Arqueologia: Deus é um objeto? Qual método científico é aplicável neste caso? Quer saber a resposta? Nenhum! Nenhum método científico conhecido pode provar a existência de Deus. Não porque Deus não exista, mas pelo simples fato de que nenhum deles tem o método para fazê-lo. Eles podem apenas, mostrar evidências, não provas. Os meios que temos de conceber o conhecimento acerca de Deus se dão por meio da Razão (que é berso da ciência), lógica (que é mais ampla do que a ciência), Metafísica (que está além da física ou ciência natural), Teologia (que é manifestações sociais do legislador), e da experiência mística ou espiritual. Concluindo: "Então você concorda que não há provas científicas de que Deus existe?" Sim, do mesmo modo que o Sol também não existe biologicamente falando. Portanto, a ciência é observação, uma teoria que não pode ser observada, como a teoria da Evolução por exemplo, não é cientifica? É essa a lógica? Se a existência de um legislador não pode ser observado pela ciência, isso implica que a existência de Deus é anti-científicas? Se a Ciência não observa Deus, logo Deus não pode existir?  É essa a lógica? É obvio que não! A ciência é uma descrição do mundo empírico, e a Fé é formada por uma base metafísica; A Academia Nacional de Ciências CONCORDA com a avaliação de que Deus não é um assunto científico, alem do mais, a ciência não exclui Deus na explicação das causas do universo.

9. O fato da ciência não ter todas as respostas, não prova a existência de Deus. Apenas a razão e argumentos lógicos, sem a ciência, não são suficientes para provar a existência de nenhum Deus! Tudo não passa de especulações e conjecturas relativas, mas nenhum fato provável!  Por que então devo acreditar em Deus?

Porque os argumentos e evidências que apontam para a sua existência são mais plausíveis do que aqueles que apontam para a negação. A matemática por exemplo é provada apenas pela razão e lógica sem a ciência, e é aceita como verdade! Alem disso, vários argumentos dão força à idéia de que Deus existe. Ele é a melhor explicação para a existência de tudo a partir de um momento no passado finito, e também a para o ajuste preciso do universo, levando ao surgimento de vida inteligente. Deus também é a melhor explicação para a existência de deveres e valores morais objetivos no mundo. Com isso, quero dizer valores e deveres que existem independentemente da opinião humana. A razão é muito mais ampla do que a ciência. A ciência é uma exploração do mundo físico e natural. Uma série de fenômenos que para a Ciência de ontem parecia simples alucinação, hoje constitui realidade comprovada. Só as mentalidades rigidamente fechadas à investigação nesse campo, e por isso mesmo anti-científicas, dominadas por preconceitos e idiossincrasias pode se restringir aos limites da ciência. A razão, por outro lado vai além, aliás, a razão sempre foi o berso da ciência, sem razão não haveria ciência alguma. Pela razão inclui se, elementos como a lógica, a matemática, a metafísica, a ética, a psicologia e assim por diante. Parte da cegueira de cientistas naturalistas, como Richard Dawkins, é que eles são culpados de algo chamado ‘cientismo’. Como se a ciência fosse a única fonte da verdade. Não acho que podemos explicar Deus em sua plenitude, mas a razão é suficiente para justificar a conclusão de que um criador transcendente do universo existe e é a fonte absoluta de bondade moral.

10. A Razão é um processo primário e não dispõe de recursos para uma penetração profunda no real, o que leva o racionalismo a conclusões apressadas e superficiais, sobre questões complexas!

Essas alegações é que são realmente superficiais, pois a Razão não funciona isolada, nem poderia assim funcionar, desde que está naturalmente ligada a toda a estrutura biopsíquica do homem. Situada na mente supraliminar ou mente de relação, a Razão tem suas raízes na mente subliminar ou inconsciente, de onde provêm as condições prévias das categorias racionais. Bastaria esse fato, para provar o absurdo da luta contra a Razão, em nome de poderes mais amplos e profundos da natureza humana. Aqueles que se referem à Mente Divina desenvolvida pela fé, tentando reduzir a Razão a uma função inferior do homem, através de sua mente limitada, cometem dois erros graves. Esquecem-se de que o conceito de divindade, na própria tradição judeu-cristã, aplica-se também à natureza espiritual do homem, e negam a capacidade do espírito para a percepção das realidades extra-físicas, o que vale dizer metafísicas.

11. O Universo possui uma causa, que já foi provado ser o Big Bang, argumentos lógicos não provam que Deus o criou, tão pouco que ele exista.

Mas pode-se deduzir algumas características necessárias desta causa. Primeiro que ela é imaterial e atemporal, pois afinal ela causou o surgimento da matéria e do espaço-tempo; Segundo, que é inimaginavelmente poderosa, já que foi capaz de criar o Universo; terceiro que deve ser um Ser pessoal. Em suas palavras: “A única maneira de ter uma causa eterna, mas um efeito temporal é se a causa for um agente pessoal que livremente escolhe criar um efeito no tempo.” Existem duas objeções comuns a este argumento: a primeira é que não há certeza absoluta de que o Universo começou a existir, ou se sempre existiu. Mas nunca teremos certeza absoluta, afinal a ciência não lida com verdades absolutas. Até onde sabemos hoje em dia, tudo indica que o Universo teve sim um começo, no evento conhecido como Big Bang. Esta é uma teoria científica que, ao contrário do que muitos pensam, é um ponto a favor para a existência de Deus. O Universo encontra-se estruturado de acordo com leis físicas, quanto mais descobrimos sobre o universo, mais vemos que ele é governado por leis racionais e não caóticas, por isso, ele pode ser estudado racionalmente. A ordem e a racionalidade inerentes ao Universo, juntamente com a sua extrema complexidade, apontam para a existência de um legislador cósmico. A existência de um Criador como base primária da matéria é bastante acentuado no próprio fato dos cientistas afirmarem que existem as leis da natureza ou "leis" naturais ou seja, “lei” refira-se  a   todos   os   corpos   se comportem  de   certa  maneira e à constante regularidade ou simetria na  natureza que sugere que exista uma Legislador. A existência de um complexo universo físico no tempo finito ou infinito é algo grande demais para a ciência explicar.

12. Se os crentes aceitam que Deus sempre existiu, por que eles não aceitam que o universo sempre existiu?

O Universo é algo físico. Não há nenhuma comprovação física até hoje de que o Universo tenha existido sempre. Pelo contrário, as evidências apontam para o Universo tendo um começo. O argumento cosmológico para a existência de Deus pode ser enunciado da seguinte maneira: 'Tudo que começa a existir possui uma causa. O Universo começou a existir, portanto tem uma causa. Esta causa deve ser imaterial e atemporal, ou seja, ser externa ao Universo, e também incrivelmente poderosa, para ser capaz de causar o Universo. A Esta causa convenciona-se chamar Deus.' O fato de Deus ter sempre existido é uma consequência direta do fato de Ele ser atemporal, ou seja, não estar limitado ao tempo.  Quem criou a matéria deve estar fora do tempo, e do espaço necessariamente, esses são os requisitos mínimo! Pois a matéria está sujeita ao tempo, portanto ela tem fim. O legislador deve estar fora do tempo, do espaço, e da matéria, caso contrário, este não pode ser o Criador da matéria!

13. Por que necessitamos de uma Causa “não-causada”? Por que não poderia haver uma série infinita de causas, sem uma causa inicial para tudo o que  existe?

Tem que haver, obrigatoriamente, algo não-causado, algo do qual todas as coisas que precisam de causa eficiente para existirem sejam dependentes. Do contrário, haveria uma sucessão de causas infinitas, sem que houvesse uma causa inicial (primária). Tudo o que existe teve um começo: portanto, tem de haver uma causa primeira para que tudo existisse. Entretanto, a causa primária só seria a “Primeira Causa” não sendo causada por nenhuma outra; se houvesse algo que a causasse, haveria Causas anteriores a ela (este 'algo'), e ela não seria a “primeira”. Portanto: A “Primeira Causa” não pode ter nenhuma causa anterior a si; não poderia haver algo que a causasse. Somente assim, ela pode ser a causa inicial: tendo sido uma causa 'não-causada'. Assim, necessitamos de uma Causa não-causada, e não poderia haver uma série infinita de causas, sem uma causa inicial para tudo o que existe. Uma causa que foi capaz de gerar - além de coisas e seres inanimados, - seres animados, racionais e inteligentes, não poderia ser simplesmente “uma coisa” (como se pode pensar), mas tem de ser necessariamente, “um Ser” racional e inteligente, visto que nenhum efeito é maior  que sua causa. Por que então, uma causa que gera seres racionais e inteligentes, seria irracional e não-inteligente?

14. Mas por que deveríamos chamar essa Causa de Deus? Talvez exista algo desconhecido de nós que dê base para o universo mutável no qual vivemos.

O que nós humanos conhecemos diretamente, pelos nossos sentidos, é o mundo mutável em que habitamos. Também sabemos que é necessário existir algo para que o universo exista. Portanto, sabemos que esse universo mutável (o todo ou qualquer parte dele) não pode ter em si próprio o que é necessário para promover sua existência. A causa das coisas mutáveis não poderia ser uma outra coisa mutável ou natural, como por exemplo, um átomo primordial, pois outra coisa mutável, natural e finita exigiria uma causa anterior a si e, consequentemente, uma sequência sem fim de causas, e não haveria uma que as precedesse. Pense: Como Algo poderia estar fora do universo se fosse igual a tudo que existe no espaço, no tempo e na matéria? Não temos um conhecimento direto sobre a Causa das coisas mutáveis; sabemos apenas que é necessário existir uma Causa e que essa Causa não pode ser finita nem material – que ela tem de transcender tais limitações, e consequentemente, ser sobrenatural. Logo, o que essa Causa é em si permanece, até então, um mistério. Entretanto, as evidências investigadas também contribuíram para o conhecimento real de que o universo foi criado e é mantido por uma Causa que não possui os limites da matéria e do tempo, que transcende o tipo de existência que nós humanos conhecemos diretamente.

15. Poderíamos encontrar a causa primária da formação das coisas nas propriedades íntimas da matéria.
É simplesmente inconcebível que qualquer matriz material possa gerar agentes que pensam e agem. A matéria não pode produzir conceitos e percepções. Um campo de força não planeja nem pensa. Assim, através da razão e da experiência, ganhamos a percepção de que um mundo de seres vivos, conscientes, pensantes, tem de ter como origem uma Fonte viva, uma Mente, e ainda que fosse possível tal irracionalidade, então, qual seria a causa dessas propriedades? Alguma coisa vem do nada? Nada vem do nada, nada nunca pôde vir. Portanto, e sempre necessária uma causa primária a formação das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, pois essas propriedades são em si mesmas um efeito, que deve ter uma causa. a ordem do universo que sustenta a vida não  foi  planejada por  qualquer   forma de inteligência.   O primeiro desafio é produzir uma explicação materialista para "a primeira vez em matéria viva surgiu de matéria não-viva".   "Sendo viva, a matéria possui uma organização teleológica que está totalmente ausente em tudo o que a precedeu." O segundo desafio é produzir uma explicação igualmente materialista para "como foi que formas de vida com a capacidade de   se   reproduzir   surgiram  das  mais   primitivas formas de vida, que eram incapazes de se reproduzir". "Se não existisse tal capacidade, não teria sido possível o surgimento de diferentes espécies   através   de  mutação   aleatória   e   seleção natural.
16. Essas leis são conceitos criados por nos mesmos para dar sentido e entender o mundo a nossa volta, e não por um Deus. A Física Quântica admite causa sem efeito.
Outro absurdo! Acaso pode sair algo do nada? A física quântica não sabe a causa de certos acontecimentos, isso não prova que não possuem causa, por isso foi inventado a teoria das cordas ou dimensões que admitem que outras dimensões influenciam esta, que poderia ser chamada de mundo espiritual. As leis da natureza não são conceitos, mas sim constantes e inteligentes, é inconcebível crer que tais leis são simplesmente resultados acidentais do resfriamento do universo após o big bang! Nada pode explicar de onde veio as leis da natureza!  Que homem de bom senso pode considerar o acaso como um ser inteligente? E, além disso, o que é o acaso? Nada! A harmonia que regula as forças do universo revela combinações e fins determinados, e por isso mesmo um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso, seria uma falta de senso, porque o acaso é cego e não pode produzir efeitos inteligentes. Um acaso inteligente já não seria um acaso. Existem uma complexidade nos fenômenos e princípios da natureza, do Universo, da Terra e da própria vida. Existem talvez três possibilidades para explicar esta observação: Será mesmo que tudo o que observamos hoje faz partes de uma série indiferentes coincidências que levaram o Universo a eventualmente produzir vida inteligente por Puro acaso? De onde vêm as leis da física? Por que temos essas determinadas leis, em vez de um conjunto de outras? Como explicamos o fato de que temos um conjunto de leis que dão vida a gases sem traços característicos, consciência ou inteligência? Essas leis "parecem quase planejadas – funcionando em perfeita harmonia, como dizem alguns comentaristas – para que a vida e a consciência possam emergir". Ele conclui, dizendo que essa "natureza planejada da existência física é fantástica demais para que eu a aceite como um simples fato. Ela aponta para um significado fundamental e mais profundo da existência". Se aceitamos o fato de que há  leis, então temos de aceitar que existe alguma coisa que impõe essa regularidade ao universo:
1. O princípio da relatividade especial – ou restrita – assegura que forças como os eletromagnetismos tenham efeito invariável, não importando se agem em ângulos retos na direção de um sistema, ou se viajam. Isso permite que códigos genéticos funcionem e que planetas se mantenham unidos enquanto giram.2. Leis quânticas impedem que os elétrons girem para dentro do núcleo atômico.3. O eletromagnetismo tem uma única força que permite que aconteçam múltiplos processos essenciais: permite que estrelas brilhem de modo constante por bilhões de anos; que o carbono se sintetize em estrelas; assegura que léptons não substituam quarks, o que tornaria os átomos impossíveis; é responsável por não deixar que os prótons se desintegrem depressa demais ou que se repilam mutuamente com força exagerada, o que tornaria a química impossível. Como é possível que essa   mesma   força  única   satisfaça   tantos   requisitos diferentes,   quando   parece   que   seria   necessária   uma   força diferente para cada um desses processos?4. Qualquer   universo   que   hospede   a   vida    que poderíamos chamar de universo biófilo – tem de ser   ajustado   de   uma   certa  maneira.   Os pré-requisitos para qualquer vida dos tipos que conhecemos – estrelas de vida longa e estáveis, átomos   estáveis,   como  de   carbono,   oxigênio   e silício, capazes de se combinarem em moléculas complexas,  etc.  – são sensíveis às  leis físicas e ao tamanho,  à taxa de expansão e ao conteúdo do universo.5. Quando expressamos as leis da natureza de forma matemática há uma série de constantes que aparecem nas equações, conhecidas como constantes fundamentais. A constante de Planck, por exemplo, determina a "tamanho" da escala de energia a nível subatômico. Seu valor é de 6,6260693 x 10(-34) Joule.segundo. Se o valor numérico desta constante fosse um pouco menor ou maior do que este, as conseqüências seriam catastróficas! As reações nucleares nas estrelas talvez não formariam os elementos essenciais para a vida, ou nem sequer os átomos poderiam existir! Se a constante gravitacional, 6,67428 x 10(-11) m(3) kg(-1) s(-2) , fosse alterada em cerca de 1% do seu valor, o Universo não teria se expandido depois do Big Bang, ou as galáxias não se formariam. Se as constantes eletromagnéticas também tivessem valores ligeiramente diferentes, moléculas não se formariam, ou talvez a água tivesse propriedades diferentes.6. Outro exemplo muito corrente é o balanço entre a quantidade de matéria e anti-matéria. Se existisse uma quantidade igual destas duas substâncias no Universo, elas se anulariam e só existiria energia pura. Era necessário que houvesse uma pequena quantidade de matéria a mais do que anti-matéria, para que se formasse o Universo que hoje conhecemos e observamos. Este balanço não encontra até hoje nenhuma explicação naturalista.7. O tamanho da Terra e a sua gravidade correspondente seguram uma camada fina de gases nitrogênio e oxigênio que se estendem, em sua maioria, até uns 80 quilômetros desde a superfície da Terra. Se a Terra fosse menor, a existência de uma atmosfera seria impossível, como ocorre no planeta Mercúrio. Se a Terra fosse maior, sua atmosfera conteria hidrogênios livres, como em Júpiter. A Terra é o único planeta conhecido que é provido de uma atmosfera com a mistura na medida exata de gases para sustentar vida humana, animal e vegetal. Até a composição da atmosfera é ideal, contando cerca de 21 % de oxigênio. Uma variação minúscula da posição da Terra em direção ao Sol tornaria a vida impossível no planeta. A Terra mantém sua distância ideal do Sol enquanto gira em torno dele numa velocidade de aproximadamente 107.825 km/h. Também gira em torno de seu próprio eixo, permitindo que toda a superfície seja apropriadamente aquecida e refrescada todos os dias. A lua cria movimentos importantes nas marés para que as águas não estagnem e ainda impede que os nossos oceanos massivos não inundem os continentes.8. A água, molécula indispensável para o funcionamento de qualquer sistema vivo, possui uma série de características que são extremamente incomuns em outros líquidos. Por exemplo, a capacidade calorífica da água é anormalmente alta em relação a outros líquidos. Isto permite que não hajam grandes variações de temperatura em nossos corpos e no Planeta Terra, porque eles contém grandes quantidades de água. A água também possui um comportamento anômalo em relação à sua densidade, sendo o gelo (água sólida) menos denso que água. A água nos rios e lagos congela de cima pra baixo, e isto permite que a vida aquática permaneça nos invernos. A água possui uma tensão superficial altíssima, o que permite que ela possa subir por vários metros dentro dos caules de árvores, contra a ação da gravidade. A água em nosso planeta passa se renova através de um ciclo de evaporações e condensações na atmosfera, um ciclo que é tão perfeito que causa inveja nos projetos ainda recentes que procuram desenvolver o conceito de sustentabilidade.9. O distinto astrônomo, Sir Frederick Hoyle, mostrou como os aminoácidos, juntando-se a uma célula humana, são, matematicamente, um absurdo. Sir Hoyle ilustrou a fraqueza do “acaso” com a seguinte analogia: “Qual é a chance de um tornado soprar sobre um ferro-velho que contém todas as peças de um boeing 747; montá-lo por acidente e deixá-lo pronto para decolar? A possibilidade é tão ínfima a ponto de ser negligenciada, ainda que um tornado soprasse sobre ferros-velhos suficientes para encher todo o universo!”10. A molécula de DNA contém informação codificada, especificando a produção, a reprodução, o funcionamento e a adaptação dos seres vivos, em quantidade e qualidade que transcendem tudo o que ser humano é capaz de compreender e imitar. Os cientistas costumam chamar esta informação de código genético. Não existe informação sem inteligência. Não existe código sem inteligência. A vida só é possível graças à existência simultânea de informação codificada e do mecanismo necessário para a sua transcrição, tradução e execução. De resto, não se conhece qualquer explicação naturalista para a origem da vida ou de informação codificada  (até hoje as teorias bioquímicas para a origem da vida estão incompletas). A vida não poderia surgir por processos naturalísticos, na medida em que ela necessita de um ingrediente não naturalístico: informação codificada. Pesquisa do DNA   feita   por   biólogos   mostrava,   pela   quase inacreditável   complexidade   dos   arranjos   necessários   para  produzir a vida, que uma inteligência devia estar envolvida nisso. –11.  Existe um provérbio que diz o seguinte: pela obra se conhece o autor. Pois bem: vede a obra e procurai o autor! É o orgulho que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite fora de si, e é por isso que se considera um espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater! Julga-se o poder de uma inteligência pelas suas obras. Como nenhum ser humano pode criar o que a Natureza produz, a causa primária há de estar numa inteligência superior à Humanidade. Sejam quais forem os prodígios realizados pela inteligência humana esta inteligência tem também uma causa e, quanto maior for a sua realização maior deve ser a causa primária. Esta inteligência superior é a causa primária de todas as coisas qualquer que seja o nome pelo qual o homem a designe.

17. Como podemos saber que a Causa geradora do universo ainda existe?  Talvez, ela tenha dado início ao universo e deixado de existir.

Resposta: Lembremos que buscamos uma Causa para a existência espaço-temporal. Essa Causa criou todo o universo de espaço e de tempo, e estes, em si mesmos, têm de ser parte dessa criação. Portanto, a Causa não pode ser outro ser espaço-temporal; ela tem de estar, de alguma maneira, fora dos limites e das limitações do espaço e do tempo. É difícil compreender a um Ser assim. Mas sabemos que um ser que pertence ao nosso universo, certamente deixará de existir um dia; chega um instante no tempo em que este é fatalmente afetado por algum agente externo. Contudo, essa realidade é apropriada para nós e para os seres que estão limitados ao espaço e ao tempo. Um Ser que não esteja limitado não pode deixar de ser, mas tem de existir eternamente.

18. Atribuir à origem das Leis do Universo que proporcionou o desenvolvimento da vida e do Dna a um Projetista sobrenatural é o equivalente a explicar exatamente nada, porque deixa inexplicada a origem do Projetista.

O fato de Deus ter sempre existido é uma consequência direta do fato de Ele ser atemporal, ou seja, não estar limitado ao tempo, se a matéria e o tempo foram criadas, necessariamente o agente criador precisa ser atemporal. Além disso, é um fato reconhecido na filosofia da ciência que, para reconhecer uma explicação como a melhor para um fato, não é necessário ter a "explicação da explicação". Exemplo: arqueólogos encontram restos de artefatos como pontas de lança e fragmentos de cerâmica, é totalmente justificável atribuir estes artefatos a alguma tribo ou civilização humana que esteve ali em algum lugar do passado, mesmo que estes arqueólogos não tenham nenhuma idéia de qual era aquela tribo, ou como eles chegaram ali, logo, é racionalmente aceitável propor Deus como a melhor explicação para a origem do Universo, mesmo que não tenhamos explicação para como Ele surgiu. Se você pensar mais sobre esta objeção, perceberá que se fosse necessário a explicação da explicação para justificar uma hipótese, logo você precisaria da explicação da explicação da explicação, e assim sucessivamente, até o infinito! Em, outras palavras, nada teria uma explicação real e a ciência não poderia existir. Portanto esse tipo de argumento é totalmente anti-científico.

19. Deus não poderia ter criado o universo do nada.

A física quântica pode ajudar, a existência de um Criador: a explicação pode vir através da física quântica: A física quântica admite a possibilidade de dimensões paralelas, matéria escura e partículas diferentes das quais conhecemos, inacessíveis, criando assim a divagação da possibilidade um mundo espiritual celestial  (outra dimensão) e seres compostos por esta matéria desconhecida. Está escrito em diversos manuscritos antigos que o Criador do universo é LUZ que é energia, onipotente, onipresente e eterno: sabe-se pela física a massa provém da energia, conforme teorizado por Einstein e que a física quântica diz que qualquer pensamento produz ondas psíquicas, (Físico Prof.  Fran de Aquino) ou seja tudo o que existe não passa de energia, qualquer matéria pode ser gerada se a energia acumulada for a quantidade suficiente, um simples pensamento gera uma onda, e pode colapsar, este acontecimento resulta na possibilidade de materializar seu conteúdo (materialização) ou não (radiação). O pensamento produz obrigatoriamente fótons virtuais para se obter o resultado final, sabemos que tais fótons existem, uma prova é a interação eletromagnética, assim a energia necessária para se produzir a matéria, por menor que seja é enorme, portanto, para se materializar qualquer objeto, por menor que este objeto seja, deve ter a capacidade de gerar grandes ondas. A possibilidade é confirmada pela interferência no movimento de uma partícula quântica através da sua simples observância, agora,  quem poderia ter mover partículas o suficiente para gerar algo tão complexo como o universo? Se tal consciência superior tiver a capacidade de gerar o universo, obrigatoriamente deve ser onipotente, ou seja, pode criar tudo, esta consciência teria poder psíquico infinito, não obedece a limitações de espaço-tempo visto que antes do big bang não existia nem tempo nem espaço (Stephen Hawking), estas são limitações da matéria criado pós big bang, como a energia esta presente de forma material em todos os lugares, esta consciência sempre esteve presente e sempre estará, por natureza, além de onipresente também seria onisciente por conseqüência, então temos enfim definições físicas para o que seria perfeitamente possível e provável a existência de um CRIADOR.

20. Admitindo a existência de uma consciência superior como provar que foi ele o responsável pelo surgimento do universo?

Quando falamos em criação do universo, CRIAR significa que não existia e passou a existir, nada se cria, apenas se  transforma, se não existia nada e em um colapso inicial toda a energia contida em nosso universo foi criada, não se pode negar a capacidade que tal consciência teria criado o Homem Mesmo que de forma indireta sim, se tal consciência interage com o homem, claro, somos parte da mesma consciência, ela é onipresente. Pela Teoria do Caos, nada é estável, contudo por mais “explosivo” que nosso universo seja, por incrível que pareça ele é estável, se tem uma nítida impressão de que as “explosões” são controladas, o que também nos leva a crer que realmente foi arquitetado para ser estável mesmo em casos de explosões (pois se fosse pelo caos, qualquer destas explosões poderia teoricamente ocasionar um novo “big-bang”). Tal consciência, por não ter início não tem fim, para ela o tempo-espaço não existe, portanto ao criar o universo esta mesma consciência já sabe o que vai acontecer no final dos tempos/ Em função deste precedente, é fácil entender que a Consciência Suprema não teve problema algum ao determinar inclusive as leis físicas às quais estamos submetidos, tais leis impossibilitam os colapsos que possam gerar novos universos ou a destruição do que já existe (que já está definido como matéria).

21. Onipotência não existe: o fato de ele se limitar ao que é lógico o tornaria impotente, portanto ele não poderia criar um ''círculo quadrado''

Onipotência significa "poder para fazer tudo, ou todas as coisas". As Escrituras afirmam que "nada é impossível para Deus" (Lc 1.37). A sua onipotência significa poder para fazer tudo que é intrinsecamente possível, e não para fazer o que é intrinsecamente impossível, ou seja, não está relacionado a capacidade de fazer qualquer coisa que pode ser expressa por nossas palavras, mas exclui por definição as auto-contradições. É possível atribuir-lhe milagres, mas não tolices. Isto não é um limite ao seu poder. Se disser: "Deus pode dar a uma criatura o livre-arbítrio e, ao mesmo tempo, negar-lhe o livre-arbítrio" não conseguiu dizer nada sobre Deus: combinações de palavras sem sentido não adquirem repentinamente sentido simplesmente porque acrescentamos a elas como prefixo dois outros termos: "Deus pode". Permanece verdadeiro que todas as coisas são possíveis com Deus: as impossibilidades intrínsecas não são coisas mas insignificâncias (não existem na prática, são expressões sem significado). Não é possível nem a Deus nem à mais fraca de suas criaturas executar duas alternativas que se excluem mutuamente; não porque o seu poder encontre um obstáculo, mas porque a tolice continua sendo tolice mesmo quando é falada sobre Deus. Na verdade, a lógica É um atributo de Deus. Deus, como o Ser maximamente grande, deve ser, em essência, a própria lógica, seria apenas um mero reflexo da natureza de Deus. O cristianismo tem uma palavra a dizer sobre isso. No evangelho segundo João, nos primeiros versículos, lemos o seguinte: "No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio d'Ele e, sem Ele, nada do que foi feito se fez." (João 1:1-3). Sabe que palavra grega foi traduzida por "Verbo" aqui? Logos. Na Grécia, os filósofos acreditavam que existia algo como a Razão (com 'r' maiúsculo mesmo) ou Lógica, uma entidade metafísica que norteia o raciocínio de modo infalivelmente lógico. O apóstolo João disse que esse Logos era Deus. Em João 1:1-3, vemos Deus sendo descrito como o Agente Lógico Supremo, pois tudo o que foi criado por Deus, foi criado pelo Logos.

22. Se Deus é onipotente, então ele pode fazer tudo; Se ele pode fazer tudo, então ele pode fazer até mesmo uma pedra que nem ele mesmo pode levantar; Mas se ele não pode levantar a pedra, então ele não é onipotente; E se ele não pode criá-la, então ele também não é onipotente; Logo, Deus não é onipotente, pois não pode criar uma pedra que nem ele mesmo possa levantar.

É o mesmo que perguntar: “Pode existir um solteiro casado?” ou “Pode existir um círculo que é um quadrado?”. A definição de casado é de um homem que não é solteiro – ou seja, se você é solteiro, está excluído a possibilidade de ser, ao mesmo tempo, casado. A definição de ser um círculo exclui a possibilidade de ser um quadrado. E a definição de uma força irresistível exclui automaticamente a existência de um objeto inamovível, pois se existe um objeto inamovível, ela não é mais irresistível; e vice-versa. Isso é só um jogo de palavras, não algo real – se onipotência é fazer “tudo”, e “tudo” é o conjunto dos “algos” existentes no plano real, então essas contradições lógicas não são “algo”. São apenas erros mentais ou gramáticos na construção de uma idéia. Deus continua sendo onipotente. Caso contrário, ou ainda “Se Deus é onipotente ele pode criar alguém que vá matar a ele mesmo e depois se auto destruir?” Como pode Deus deixar de existir? Se o poder de Deus deve ser tanto que ele possa resolver até mesmo contradições lógicas, então que sentido faz postular uma contradição lógica para dizer que ele não existe ou que ele não é onipotente? Afinal, se o seu poder é tanto que ele deveria ser capaz de superar essas contradições, então qualquer contradição que apontarmos também poderia ser superada por Ele – e segue que Deus continuaria sendo onipotente. Essa definição torna qualquer objeção lógica oferecida pelo ateu auto-refutável. Então, pela definição de onipotência: o paradoxo falha. O erro é do raciocínio de quem propõe a pergunta, não da incapacidade de Deus.
23. Deus é por definição, um ser perfeito e não tem necessidades. Deus criou o Universo para satisfazer algum propósito divino. Mas se ele realmente fosse um ser perfeito sem necessidades não teria necessidade de criar nada nem universo algum para propósito nenhum, Portanto, Criação e Perfeição não podem coexistir, logo, Deus não existe. 

De onde foi tirada que Deus criou o universo para satisfazer alguma necessidade? Então, se eu alimento a criança de rua, é para o benefício dela, não necessariamente para satisfazer minhas necessidades internas, Deus criou a humanidade, foi para o benefício da Criação, não para satisfazer sua própria carência. Portanto, Criação e Perfeição não são atributos contraditórios

24. Como compreender um ser semelhante a uma pessoa existindo fora do tempo e espaço?

Bem, é óbvio que muitas características pessoais não se aplicam a Deus.  Ele não pode esquecer. Só podemos   esquecer   o   que   está   em   nosso passado.   Ele   não   pode   parar   de   fazer   alguma coisa.  Só podemos parar  de  fazer  alguma coisa que   ficou   no   passado.   Mas      outras características  que parecem não   fazer  uma  re-ferência essencial ao tempo, coisas como saber,  que só pode ser  um estado de disposição sem referência   temporal.   E   concordo   em  que   isso inclui   também  intencionar.  Ter   uma   intenção pode ser  um estado de disposição que,  quando certas coisas acontecem, nos leva a fazer alguma coisa.  Então,  estou  inclinado a acreditar  que há razões  para pensarmos  que  Deus   está  fora  do tempo.  E  também que podemos   ter  uma  certa compreensão que não nos  leve a uma confusão de mistérios. Se Deus é atemporal, tudo o que ele faz, faz de uma vez, numa simples ação.  Não poderia fazer uma   coisa   primeiro,   e   depois   outra.  Mas   uma única ação poderia causar efeitos em diferentes momentos.   Ele   pode,   num     ato   de   vontade, fazer com que o sol se erga hoje e amanhã, e isso tem efeitos hoje e amanhã. Essa, entretanto, não é   a   questão  mais   importante.   A   questão  mais importante   é:   como   pode   haver   uma   conexão causai entre um ser que não é limitado por tempo ou espaço e o todo formado por espaço e tempo? Compreender isso depende muito de nossa teoria a   respeito   de   causação.   Se   acharmos   que   o conceito   de   causa   envolve   uma   referência temporal essencial – isto é, que a causa é ligada ao tempo –, por exemplo, que uma causa é um acontecimento   que   precede   um   outro acontecimento   e   tem  outras   relações   com  ele, então   essa   compreensão   se   torna   impossível. Mas      análises   de   causa   que   não   envolvem referências temporais essenciais. Estou inclinado a aceitar a opinião de que o conceito de causa na verdade não tem uma análise, que é apenas um conceito  primitivo,  e que a própria  causação  é uma relação primitiva.  Faz parte   do verdadeiro equipamento do mundo. Se o conceito de causa não tem uma análise, não há nada que possamos extrair  dele  através  de  uma  análise  que  elimi-naria   uma   conexão   causal   primitiva   entre   um Deus não temporal e o todo do tempo. Com respeito à presença do mal, há duas explicações para aqueles que aceitam a existência do Divino. A primeira é aquela do Deus de Aristóteles, que não interfere no funcionamento do mundo. A segunda é a defesa do livre-arbítrio, a idéia de que o mal  é  sempre   uma   possibilidade   se   os   seres   humanos   são realmente livres. No sistema de Aristóteles, assim que completou o trabalho de criação, Deus deixou o universo sujeito às leis da natureza,  embora,   talvez,  às  vezes  provendo um distante en-dosso dos fundamentais princípios de justiça. A defesa do livre-arbítrio depende da prévia aceitação de uma revelação divina, a idéia de que Deus tem se revelado.

25. Se o design de Deus é tão inteligente, por que os homens possuem mamilos?

Os homens não possuem os hormônios que fazem as glândulas do leite funcionar, enquanto nas mulheres eles começam a ser fabricados horas depois do parto. Os principais hormônios são a prolactina, que estimula a produção do leite, e a citosina, que permite a saída do líquido. Parece esquisito, mas em algumas situações os homens também são capazes de dar leite! Isso é mais comum na adolescência, quando os hormônios não estão equilibrados.Mesmo assim, qualquer homem que receba sucção nos mamilos pode produzir o líquido, pois esse estímulo desencadeia a fabricação de prolactina e ocitocina. Mas o normal é que entre os humanos e outros mamíferos a amamentação seja tarefa só das fêmeas, por isso nada de sair por aí tentando amamentar, ok? Dr. Damal Jayasinghe, diretor em exercício de um hospital em Kurunegala, assegura que os homens podem produzir leite quando se ativa o hormônio da prolactina. 

Referências:
Mark S. M. Scott - Universidade de Harvard Cambridge 2001
Convenção da Verdade e Pluralidade-Universidade Mackenzie 2003
Berry, George Ricker - Interlinear Grego-Inglês do Novo Testamento.
Enciclopédia de Apologética - Norman Geisler, Ed. Vida.
Mcdowell, Josh - Evidências que exigem um veredicto v. I e II. Editora Candeia
Bíblia de Jerusalém - Sociedade Bíblia Católica Internacional Paulus
Norman Geisler - Enciclopédia de Apologética, Norman Geisler, Ed. Vida.
FRED HEEREN- Física e Cosmologia Mostre-me Deus
John C. Lennox - Por que a ciência não consegue enterrar Deus 
Willian Lane Craig -  Apologética Contemporânea  
 
 

CONTINUA...


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